Programas com vinho em Porto Alegre: Vinha VIK

Semana passada tivemos em Porto Alegre o lançamento do vinho VIK, produzido pela vinícola chilena de mesmo nome. Não conhece? Então se prepare, você ainda vai ouvir falar!

Um vinho exclusivo e equilibrado, que chegou para disputar com os grandes.

Um vinho exclusivo e equilibrado, que chegou para disputar com os grandes.

É verdade que uma das coisas que mais encanta no mundo do vinho é a diversidade: uvas, safras e estilos variados permitem que uma infinidade de aromas e sabores se forme. Há, entretanto, exceções. Em alguns casos, uma única garrafa pode exercer todo o fascínio que uma centena de outros vinhos não conseguem.  A proposta do VIK é fazer parte desse nicho restrito, unindo identidade e qualidade para atingir o calibre de alguns grandes Châteaux franceses, de um Sassicaia italiano ou do “Opus One” norte-americano.

Um vinho espetacular, potente e sem defeitos.

Um vinho espetacular, potente e sem defeitos.

Vamos começar pela ficha técnica: o VIK 2011 é um corte de 55% Cabernet Sauvignon, 29% Carménère, 7% Cabernet Franc, 5% Merlot e 4% Syrah. Posso atestar para a precisão: tudo no lugar, potente e equilibrado, com taninos amaciados por 23 meses em carvalho francês. A fruta é muito marcante, mas não excessiva – com nada que lembre a doçura ou o álcool exagerado dos chilenos. “Trabalhamos muito na seleção da propriedade, com estudos de solo e de clima antes de nos instalarmos. A brisa do Oceano Pacífico permite ter vinhos menos alcoólicos que no restante do Chile, onde 13,9% não é considerado muito”, explica Gonzague de Lambert, diretor de vendas da VIK (abaixo).

Apaixonados pelo que fazem, Gonzague e a diretora do hotel VIK no Chile apresentaram a proposta do vinho.

Entusiasmados, Gonzague e a diretora do hotel VIK no Chile (a direita) apresentaram a casa.

Gonzague (que é francês) fez uma apresentação geral dos vinhos e da vinícola para os convidados, mas consegui conversar um pouco a sós com ele para aprender mais sobre o projeto.  A história da vinícola iniciou em 2004, quando o empresário norueguês Alexander Vik decidiu criar – do zero – um vinho super premium. Ele contratou o francês Patrick Valette, da antiga família proprietária do Chateau Pavie (em St. Émilion). Depois de alguns anos procurando pela América do Sul, o grupo adquiriu em 2006 a propriedade onde a VIK está instalada. Tudo isso é ainda muito recente e chega a ser difícil de acreditar que eles tenham alcançado um nível de qualidade tão elevado em tão pouco tempo (a primeira colheita foi somente em 2008, e a primeira safra comercial data de 2009!).

Vinhedos e propriedade da VIK - um pequeno paraíso de 4 mil hectares) no Chile.

Vinhedos da VIK – um pequeno paraíso de 4 mil hectares no Chile, apenas 360 hectares plantados.

A vinícola abriga também um hotel e uma reserva natural de 3 mil hectares de bosque nativo. Ela se define como “holística”, expressão que gera curiosidade: “Dizemos holísticos porque, para nós, o todo é mais importante que a soma das partes. Tudo que fizemos – os estudos do solo e do clima, a arquitetura da propriedade, a seleção das cepas, a estrutura turística, a responsabilidade social da empresa – tudo isso cria uma unidade. Se nós perdêssemos um só desses elementos, não atingiríamos o mesmo nível de qualidade”, explica Gonzague. O vinho resultante dessa proposta é excelente, e eles fazem questão de dizer  que o hotel – construído em um arquitetura arrojada e decorado com obras de arte – é igualmente fantástico. “Tudo isso faz parte da identidade do produto. Nós mesmos, que trabalhamos lá, acabamos por fazer parte dessa identidade”, brinca o representante.

A vinícola é um hotel (ou vice-vers) e cada detalhe é decorado com obras de arte.

A vinícola é um hotel (ou vice-versa) e cada detalhe é decorado com obras de arte.

A apresentação do VIK demonstrou uma coerência impecável. Desde a escolha do local em Porto Alegre (a galeria Bolsa de Arte, que atualmente exibe uma exposição da artista gaúcha Elida Tessler) até o formato do evento, que permitiu às pessoas degustar o vinho com estilo, mas sem formalidade. Um exemplo a ser seguido.

A apresentação do vinho VIK ganhou contornos de vernissage.

A apresentação do vinho VIK ganhou contornos de vernissage, reunindo consumidores e jornalistas.

Conforme Gonzague, o vinho é trabalhado para oferecer elegância e fineza – tal como o evento. É um concorrente direto de grandes cortes chilenos, como Alma Viva e Seña. “O que nós buscamos é um vinho com muito equilíbrio. Eu tenho certeza que em quinze anos, talvez 30 ou até 50 anos, poderíamos nos encontrar de novo para degustar a safra 2011.” Pelo que provei, acho bem possível que ele esteja certo! Bem, não sei se teria paciência de esperar 30 anos com um vinho desses na adega (ele já estava bem pronto para beber), mas se eu arranjar uma garrafa do VIK, guardarei pelos próximos 15 anos para fazer o teste.

Fico por aqui! Saúde a todos.

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s