Livro: Vinho Fino Brasileiro

Ontem tive a alegria de participar do lançamento do livro Vinho Fino Brasileiro, escrito pelo professor da FGV Rogerio Dardeau. Grande conhecedor da produção nacional, ele acompanha desde os anos 1970 o desenvolvimento do mercado de vinhos no Brasil e reuniu nesta obra um panorama vasto das vinícolas nacionais – das maiores àquelas ditas “de garagem”.

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Rogerio Dardeau (dir.) conversa com James Martini Carl, da Vigna Negroponte.

O livro Vinho Fino Brasileiro contribui para diminuir a imensa lacuna de literatura qualificada sobre a produção vitivinífera brasileira. Na obra, Dardeau dedica os primeiros capítulos a analisar os elementos  que compõem esse panorama- desde a legislação até as castas mais utilizadas e os terroirs brasileiros . A segunda metade do livro é quase que totalmente voltada à apresentação das vinícolas, de todos os tamanhos, que contribuem para a produção de qualidade no país.

Capa

A escrita é clara e agradável, algo muito importante num livro que, apesar do embasamento técnico, pode também ser interessante para o consumidor final. Outra das grandes qualidades da obra é a organização em formato de “manual”, que apresenta didaticamente os temas ao leitor. O resultado é uma obra bem estruturada, que não se propõe a ser definitiva, mas a oferecer uma imagem precisa do atual panorama brasileiro de vinhos, muito dinâmico e em rápida evolução.

A obra será preciosa para quem quiser conhecer mais sobre os produtores brasileiros. O livro resgata “quem é quem” na produção de vinhos no Brasil, em tamanho e por região. Essa organização é também um convite para descobrir novos produtores, ainda fora do nosso radar.

Vinhos representativos

A apresentação se deu no formato de um bate-papo informal com o autor do livro na Vinho e Arte Casa, espaço da enóloga Maria Amélia Duarte Flores. Em função da chuva e do jogo do Grêmio, um grupo pequeno e muito qualificado acabou se reunindo. Para tornar a experiência ainda melhor, dois dos presentes eram vinicultores e a conversa se voltou para os horizontes da produção no Rio Grande do Sul: novos terroirs, novas castas, novas aventuras!

Para tornar tudo anda melhor, o proprietário da Vigna Negroponte levou um vinho para presentear o autor, e eles decidiram compartilhá-lo ali mesmo. O Cave Ouvidor Cabernet-Merlot 2005 estava delicioso e foi uma experiência a parte!

Emlemática na produção brasileira, a Cave Ouvidor (descrita à página 226 do livro) foi uma experiência vinícola realizada em Garopaba (Santa Catarina), vinificando uvas de produtores gaúchos com técnicas orgânicas (somente com leveduras indígenas e sem sulfitos) e em caráter experimental (usando, no caso do vinho que tomamos, madeira de Louro nos barris). O resultado do trabalho deles foram vinhos de grande personalidade e qualidade ! A surpresa positiva após 10 anos de garrafa agradou todos os presentes- assim como o livro, que lerei com mais calma nos próximos dias.

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Enófilos e entusiastas, este blogueiro ficou admirado com o ânimo do grupo!

Álvaro Lima é jornalista e, com o ânimo renovado após folhear o livro do Dardeau, quer sair mais uma vez a explorar os vinhos nacionais!

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